Atacama: Vale do Arco-Íris, Yerbas Buenas e pôr do sol nas montanhas

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O Atacama é considerado um dos desertos mais secos do mundo, e é exatamente por isso que ele carrega essa aura quase mística de “outro planeta”. Estamos começando por aqui uma expedição de 7 dias pela região, e este é o primeiro roteiro da série: o passeio pelo Vale do Arco-Íris, um dos programas mais bonitos (e mais fáceis) para quem está chegando agora em San Pedro de Atacama.

Antes de entrar nos detalhes do passeio, vale passar por algumas dicas práticas que fazem toda a diferença logo nos primeiros dias por aqui.

A dica de ouro do voo: onde sentar de São Paulo a Santiago

Se você está indo de São Paulo para Santiago, escolha o assento do lado esquerdo do avião, de preferência na janela (poltronas A). O motivo é simples: é desse lado que você consegue ver a Cordilheira dos Andes durante o voo, uma vista que já entrega o clima da viagem antes mesmo de pousar. Vale reservar o assento com antecedência para garantir esse lugar.

Vista do Avião de São Paulo para Santiago: Cordilheira dos Andes

Primeiras impressões de San Pedro de Atacama

San Pedro de Atacama é a cidade-base de quem vem explorar o deserto, e ela é bem menor e mais rústica do que a gente imaginava. As ruas não são asfaltadas, não existem hotéis de luxo no sentido tradicional, mas tudo tem um charme meio “cenário de faroeste” que conquista logo de cara.

A rua principal, Caracoles, concentra praticamente tudo o que um turista precisa: lojinhas, artesanato, sorveterias, restaurantes e o acesso mais fácil ao centrinho da cidade.

Algumas dicas essenciais para os primeiros dias:

  • Hidratação: mesmo sem sentir sede, beba água constantemente. O ar extremamente seco do deserto desidrata sem que você perceba. O mercado San Vicente tem bons preços.
  • Protetor solar e hidratante labial: use independente da estação ou da temperatura. A radiação na região é forte o ano inteiro.
  • Dinheiro em espécie: a internet por lá é instável, e boa parte dos passeios, restaurantes e lojinhas prefere (ou só aceita) pagamento em dinheiro. Vale sacar em Santiago ou já converter valor suficiente antes de fechar passeios. Achamos um caixa eletrônico bem central, na praça de San Pedro de Atacama, no fim da rua Caracoles.

Uma dica de viajante: nós usamos a conta da Nomad para converter e sacar dinheiro por lá e temos um benefício exclusivo que facilita bastante essa parte financeira da viagem.
Sendo cliente Nomad nível 2, você tem direito ao Lounge Nomad no Aeroporto de Guarulhos e tem um diferencial incrível: chip de internet internacional gratuito. Perfeito para quem vai viajar para o exterior e não quer depender do Wi-Fi do aeroporto ou de planos caros de roaming. Basta ser cliente Nomad para retirar o seu chip e já embarcar conectado.

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Passeio Vale do Arco-Íris: o primeiro programa da expedição

O primeiro passeio do nosso roteiro pelo Atacama foi o Vale do Arco-Íris, que fica a cerca de 50 minutos de San Pedro de Atacama. É um programa relativamente curto, ideal para o primeiro ou segundo dia, já que ajuda o corpo a se aclimatar antes de passeios mais longos.

A entrada tem uma taxa obrigatória de 10.000 pesos chilenos por pessoa (idosos e estudantes pagam valor reduzido). O passeio pode ser feito pela manhã ou à tarde, dependendo da agência, no nosso caso, com a agência Ayllu, o passeio começa às 14h30 e termina por volta das 18h, com retorno a San Pedro de Atacama por volta das 19h.

Yerbas Buenas: a primeira parada do roteiro

O passeio começa em um ponto chamado Yerbas Buenas, batizado assim por causa de uma planta medicinal que cresce na região. Segundo o guia, ela faz bem para o estômago e é usada tradicionalmente no preparo de chás. Vale parar, pegar um pouquinho nas mãos e sentir o cheiro, é surpreendentemente suave e agradável.

Yerbas Buenas – uma planta medicinal do Atacama que ajuda em problemas do estômago

Arte rupestre: os desenhos deixados por povos antigos

Seguindo a trilha, o passeio passa por um mirante com rochas que guardam registros de povos antigos que habitaram ou atravessaram a região há milhares de anos — estima-se que essas gravuras tenham cerca de 6 mil anos. Entre os desenhos, é possível reconhecer figuras que lembram raposas, lhamas, coelhos e até sapos, além de representações humanas. Como não há como comprovar seu real significado, muitas dessas imagens são interpretadas como possíveis rituais xamânicos.

É um trecho que pede caminhada com subidas leves, então vale usar calçado confortável e roupas leves, de manhã costuma fazer frio em maio, mas a temperatura sobe bastante ao longo do dia.

Artes Rupestres encontradas no Valle do Arco-Íris

Vale do Arco-Íris: as montanhas coloridas da Cordilheira Domeyko

Depois da trilha, chegamos à parte que dá nome ao passeio: o Vale do Arco-Íris. As montanhas ali fazem parte da Cordilheira Domeyko, paralela à Cordilheira dos Andes, rica em minerais que são explorados comercialmente na região. É justamente essa concentração mineral que dá as diferentes colorações às montanhas — tons avermelhados em alguns pontos, esverdeados (por causa do alumínio) em outros. O resultado é uma paisagem que muda de cor a cada trecho do caminho, algo que a gente nunca tinha visto em nenhum outro lugar.

Dentro do vale, o passeio segue por uma fenda entre as rochas até chegar à chamada cascata seca — um ponto que só tem água durante o período de chuvas, mas que deixou marcas nas paredes de pedra, e que rende fotos incríveis.

Piquenique ao pôr do sol

Um dos momentos altos do passeio é o piquenique montado nas montanhas, já no fim da tarde: frutas, aperitivos e empanadas, com vista para a Cordilheira Domeyko enquanto o sol vai baixando. É um momento de silêncio quase absoluto — dá para ouvir apenas o próprio som dos passos e da voz, algo bem raro de se experimentar no dia a dia.

Piquenique da agência Ayllu no Valle do Arco-Íris

Ayllu ou Civitatis: qual agência escolher para o Vale do Arco-Íris?

Fizemos esse passeio pela Ayllu, mas vale entender a diferença entre as duas opções mais procuradas para quem quer reservar de fora do Chile:

  • Ayllu: ideal para quem busca uma experiência mais premium e exclusiva, com grupos reduzidos (no máximo 10 pessoas — no nosso caso, fizemos praticamente sozinhos) e um toque mais gastronômico no piquenique e nas paradas.
  • Civitatis: boa opção para quem quer economizar e não se importa em fazer o passeio em grupos maiores. O foco aqui não é exclusividade, e sim custo-benefício.

Para efeito de comparação, em maio de 2026 pagamos R$ 805 (aproximadamente 160 dólares) pelo passeio com a Ayllu. Já na Civitatis, o mesmo passeio sai por cerca de R$ 272,14 — uma diferença bem relevante para quem está fechando o orçamento da viagem. Vale a pena comparar as opções direto por lá, inclusive parcelando em até 12x no cartão.

Informações práticas para o passeio

  • Distância: cerca de 50 minutos de San Pedro de Atacama
  • Taxa de entrada: 10.000 pesos chilenos por pessoa (valores menores para idosos e estudantes)
  • Duração: das 14h30 às 18h (horário do passeio com a Ayllu), retorno à cidade por volta das 19h
  • Temperatura: por volta de 18°C durante a tarde, mas esfria bastante depois das 17h — leve uma blusa mais quente
  • O que levar: muita água, protetor solar, calçado confortável para caminhada e uma camada extra de roupa para o fim da tarde

Já que o assunto é bagagem: se você ainda está organizando o que levar para o deserto, essa foi a mala que usamos na viagem — resistente o suficiente para lidar com poeira, trilha e transporte entre passeios.

E se rolar algum imprevisto com a companhia aérea antes de embarcar, vale ter à mão um canal para resolver rápido. Nós recomendamos guardar esse contato: Liberfly.
Eles ajudam em situações de atraso de pouso/decolagem, problemas no hotel e qualquer outro imprevisto que ocorra durante a sua viagem.

Vale a pena o Vale do Arco-Íris?

Sem dúvida. É um passeio relativamente curto, ótimo para o começo da viagem, e entrega paisagens que parecem outro planeta — sem contar o silêncio absoluto e o pôr do sol nas montanhas, que sozinho já justifica o programa. Este foi só o primeiro capítulo da nossa expedição de 7 dias pelo Atacama — nos próximos roteiros da série, vamos mostrar os outros passeios imperdíveis da região, incluindo os famosos gêiseres, as lagoas altiplânicas e o Vale da Lua.

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