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Festa de Achiropita 2026: a maior festa italiana do Brasil completa 100 anos no Bixiga

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A Festa de Nossa Senhora Achiropita está de volta. Em 2026 ela chega à sua 100ª edição, tomando as ruas do Bixiga durante todos os finais de semana de agosto, e se você mora em São Paulo (ou está disposto a atravessar a cidade por uma fogazza de verdade), esse é um compromisso que vale marcar na agenda.

A gente já foi em edições anteriores e pode confirmar: não é só uma festa de bairro, é um mergulho na imigração italiana que formou parte da identidade paulistana. Vem entender tudo sobre a edição do centenário.

Quando e onde acontece

A festa acontece todos os sábados e domingos entre 01 e 30 de agosto de 2026, nas ruas Treze de Maio, São Vicente e Dr. Luiz Barreto, no coração do Bixiga. Os horários de funcionamento das barracas de rua são das 17h às 23h aos sábados e das 17h às 22h aos domingos.

Uma festa que nasceu com os imigrantes italianos

A devoção começou no início do século passado, trazida por imigrantes italianos, muitos vindos de Rossano, na Calábria, que se instalaram no Bixiga. O que era uma homenagem de comunidade à padroeira do bairro foi crescendo até virar um dos eventos mais tradicionais da cidade, hoje reconhecido no calendário oficial de turismo da Secretaria de Turismo de São Paulo e classificado como manifestação cultural nacional. A cada edição, chegam caravanas do interior do estado e até de outros estados do Brasil só para participar.

Por trás de tudo isso está um exército de mais de 1.200 voluntários que se dedicam de graça durante os cinco finais de semana de agosto, incluindo mais de 200 pessoas só na linha de produção da fogazza, o prato símbolo da festa.

O que comer por lá

São 35 barracas espalhadas pelas ruas, e a fogazza é disparada a queridinha, mas a lista de opções vai muito além dela: fricazza, polenta, antepasto, pimentão recheado, berinjela ao forno, macarrão, pizza, calabresa e churrasco dividem espaço com barracas de doces tradicionais italianos e bebidas, incluindo vinho, cerveja e refrigerante. Tem até área dedicada à criançada, com brincadeiras como canaleta, tiro ao alvo e pula-pula.

Quem quiser uma experiência mais reservada pode optar pela Cantina, que funciona aos sábados das 19h às 24h (com mesão das 19h45 às 23h30) e aos domingos das 18h às 22h. É um ambiente com música italiana ao vivo, cantores, danças e leilões, ideal pra quem busca conforto pra toda a família. Os ingressos da Cantina precisam ser comprados com antecedência, então vale se programar.

Fé, procissão e a coroação do centenário

A programação religiosa é o coração da festa. A Novena a Nossa Senhora acontece entre os dias 06 e 14 de agosto, sempre às 19h30. No dia 15 de agosto, às 19h30, acontece a Missa Solene com a Coroação de Nossa Senhora Achiropita. Já no dia 16 de agosto, às 15h, a procissão percorre as ruas do bairro, seguida de missa às 17h. Durante todo o período da festa, ainda acontecem bênçãos de hora em hora, com a igreja completamente lotada de fiéis.

Onde vai toda a arrecadação

Esse é o detalhe que faz a Festa de Achiropita ser ainda mais especial: toda a renda sustenta as Obras Sociais Nossa Senhora Achiropita, que mantêm projetos como o Centro Educacional Dom Orione (atendimento socioeducativo a 330 crianças e adolescentes), a Creche Mãe Achiropita (211 crianças em período integral), o MOVA de alfabetização de jovens e adultos, a Casa São José para convivência de idosos, o Espaço Social D’Achiropita para pessoas em situação de rua, a Casa Dom Orione de assistência jurídica gratuita e a Casa de Acolhida Rainha da Paz, voltada à recuperação de dependentes químicos, entre outras iniciativas. Ou seja, cada fogazza comprada ajuda a manter uma rede social que vai muito além do bairro.

Números que mostram o tamanho da festa

Pra ter noção da escala, estima-se um público rotativo de 25 mil pessoas por noite. E o consumo impressiona: são cerca de 20 toneladas de farinha de trigo, 12,5 toneladas de macarrão, 15 toneladas de muçarela, 7 toneladas de linguiça calabresa, 7 toneladas de carne e 20 mil litros de molho de tomate, regados a 10 mil litros de vinho, 15 mil litros de cerveja e 15 mil litros de refrigerante. Não é exagero dizer que é uma das maiores operações gastronômicas voluntárias da cidade.

Vale a pena ir?

Sem dúvida. É gratuita a entrada nas ruas, a comida é boa e farta, o clima é de festa de bairro genuína e, de quebra, cada prato comprado ajuda instituições que fazem diferença real na vida de milhares de pessoas. Numa edição de centenário, com coroação e procissão especiais, a recomendação é simples: separa um sábado ou domingo de agosto e vai com fome.

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