N-Seoul Tower na Coreia do Sul

Viagem para a Coreia do Sul: como é viajar, custos, transporte e dicas em Seoul

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Quando planejamos nossa viagem para a Coreia do Sul, confesso que as nossas expectativas não estavam das mais altas. Porém, estávamos em uma viagem com mais duas amigas e o destino principal era o Japão. Como uma delas queria aproveitar que um país é muito perto do outro, porque não? No fim das contas, foi um país que supreendeu muito a gente, pelo seu povo educado e prestativo, cultura, culinária, belezas e que com certeza valeu muito a pena ter conhecido.

Se você está com aquela sensação de “será que vale mesmo incluir Seoul no roteiro?”, a gente estava exatamente assim. A Coreia entrou como um “extra” no planejamento e virou uma parte tão marcante que, quando a gente percebeu, já estava defendendo que Seoul merece ser destino principal e não só um stop antes do Japão.

Neste artigo a gente vai contar a nossa experiência real, com as coisas que funcionaram muito bem e também com os pequenos perrengues e descobertas que só aparecem quando você está lá. Temos por aqui também um outro post com o roteiro completo de 5 dias em Seoul, bem organizado para você copiar e adaptar, não deixe de conferir.

Viagem para a Coreia do Sul: como foi voar quase 30 horas até Seoul

Embarcamos no dia 18 de março de 2025 com a Qatar Airways para um vôo de mais ou menos 13h30 com destino à Doha e por lá, após algumas horas de espera, embarcamos para o segundo vôo de mais ou menos 9h para Seoul, também com a Qatar.

Nossa experiência com a Qatar foi incrível e não temos do que reclamar, de verdade. Praticamente a cada 3 ou 4 horas tinha uma refeição, o avião foi super confortável mesmo na classe econômica, com ótima reclinação da poltrona e espaço para as pernas.

Em voo longo, para a gente, o que mais pesa não é só a duração. É como você chega no final. E nessa viagem a gente chegou melhor do que esperava, porque o ritmo de refeições, a organização e o conforto fizeram diferença real. Para quem fica ansioso em voo longo, também ajuda ter o entretenimento de bordo bom e uma experiência que passa menos sensação de “sobrevivência”.

Dica: descobrimos apenas no vôo da volta que eles deixam snacks no fundo do avião. Fizemos a festa com gummies, salgadinhos e kitkats rsrsrs.

Inclusive, tem um vídeo nosso no nosso canal do Youtube onde contamos como foi a experiência de voar quase 30 horas para a Coreia do Sul:

Como é o clima em Seoul em março?

Decidimos ir em março para a Coreia do Sul pois, logo na sequência iríamos para o Japão para aproveitar a época das cerejeiras, então, como é uma curta temporada e conhecer as cerejeiras era um must para nós, essa foi a época escolhida.

Por volta do dia 20 de março, que foi quando chegamos, até o dia 25 de março, que foi quando viajamos para o Japão, o clima em Seoul variava bastante entre dias com temperatura entre 9ºC e 15ºC e noites muito mais frias, por volta de 0ºC a 2 ºC.

Era possível andar durante o dia de camiseta de manga comprida por baixo e um casaco, mas a noite se tornava indispensável o uso de segunda pele e casascos mais grossos.

Na prática, foi aquele tipo de clima que engana. Você sai do apartamento achando que está tudo bem e, quando o sol baixa, a cidade muda de temperatura muito rápido. A nossa dica real é pensar em camadas, porque aí você se adapta sem sofrer. A gente usou muito: segunda pele, manga comprida, casaco e um acessório que parece bobo, mas salvou: cachecol ou gola, porque o vento pega muito no rosto e no pescoço.

A região que escolhemos nos hospedar: Seoul Station

Reservamos pelo Booking um apartamento muito completo e espaçoso a 1 quadra da Seoul Station, que acomodava muito bem nós 4. Na parte de baixo tinha um banheiro equipado, mini cozinha com mesa de 4 lugares, cama de casal com TV e no mezanino na parte superior tinha mais uma cama de casal.

Achamos excelente nos hospedar próximo da Seoul Station porque é uma área muito central e o transporte público funciona super bem para essa área, a estação de metrô com várias linhas estratégicas saia literalmente atravessando a rua. Além do mais, embaixo do nosso prédio tinha uma Seven Eleven, Starbucks, atravessando a rua tinha um Lotte Market, que é um supermercado gigantesco, que vende desde comida até eletrônicos e eletrodomésticos e um Lotte Outlet, onde pudemos inclusive comprar tênis da New Ballance e roupas da The North Face com preços excelentes.

Nos hospedaríamos com certeza nessa região em uma nova viagem para a Coreia do Sul.

O que a gente mais gostou ali foi essa sensação de “base estratégica”. Seoul é grande, você vai cruzar bairros e linhas, então ficar em um ponto que conecta tudo é o tipo de decisão que melhora a viagem inteira. E como a gente estava em quatro pessoas, ter cozinha e espaço foi ótimo para café da manhã rápido, organizar compras e até descansar de verdade depois de andar muito.

Link do apartamento no Booking aqui.

Nós gravamos um tour pelo nosso hotel nesse vídeo abaixo:

Como sair do Aeroporto de Seoul para Seoul Station: Trem AREX

Nós priorizamos o Metrô e transporte público em todas as nossas locomoções, inclusive para chegar e sair de Seoul.

Chegamos pelo aeroporto Incheon e como estávamos bem perto da Seoul Station, pegamos um expresso que sai de dentro do próprio aeroporto para lá, então foi super tranquilo chegar.

Basta buscar as placas pelos trens (Express ou All Station) e comprar o bilhete na máquina. Ela já mostra quais as partidas mais próximas do seu horário. O pagamento é feito por lá mesmo e nós usamos nosso cartão da Wise, que foi muito prático. Se você ainda não tem, clique aqui e abra sua conta.

Uma dica para quem vai usar Wise ou cartões de crédito na Coreia é que as vezes ele pode dar recusado, então sempre teste inserir o cartão com chip, se for negado tente “passar o cartão pela tarja magnética” e se ainda assim for negado, tente a versão da carteira digital do seu celular. No decorrer desse artigo a gente também vai falar algumas experiências que tivemos com isso.

Nesse vídeo abaixo a gente conta como compramos o nosso ticket do AREX e mais:

O trem AREX custou expresso saiu por 13.000 Wons o trecho.

Para a gente, esse foi um daqueles momentos em que você já começa a entender como a Coreia é organizada. Tudo é bem sinalizado, as máquinas funcionam e, quando você pega o jeito, parece simples. Mas, ao mesmo tempo, é diferente do Brasil em pequenos detalhes, então ver o vídeo antes pode te poupar aquela tensão de chegada, principalmente se você estiver cansado do voo.

Passeios e experiências em Seoul que valem a pena reservar antes

Se você gosta de já deixar algumas experiências garantidas, a gente recomenda dar uma olhada nos passeios disponíveis com a Civitatis. A ideia aqui não é “encher a agenda”, e sim ter 1 ou 2 experiências certas para equilibrar a viagem e não ficar refém de fila, lotação ou falta de vagas.

 

Transporte público na Coreia do Sul

O Google maps simplesmente não funciona bem por lá para calcular transporte público porque se perde, calcula rotas muito longas e nada eficientes. O aplicativo que funciona se chama Naver Map e é ele que você vai usar para conferir os ônibus, metrô e as melhores rotas para chegar até o seu destino.

As vezes a gente até usava o Google Maps só para entender melhor a localização de onde a gente precisava ir, região, por ser mais intuitivo, mas calcular a rota mesmo para chegar no destino final era sempre com o Naver Map.

Pagar o transporte público por lá também é super fácil usando o T-Money, ele é vendido na 7Eleven ou no CU, e por lá mesmo você abastece com o seu saldo. Cada trecho custava certa de 1400 wons, mas varia bastante de acordo com o trecho que você vai usar.

Lembre-se de encostar o cartão na entrada e na saída do metrô ou do ônibus.

Agora, indo além do básico, aqui vai a parte que ninguém explica direito e que fez diferença na nossa rotina.

O Naver Map não é só “um mapa”. Ele é quase o manual de sobrevivência do transporte. Ele mostra qual saída da estação você deve pegar para andar menos, qual vagão é melhor entrar para fazer baldeação mais rápido e até a ordem de caminhada na rua. Isso, no fim do dia, economiza tempo e pernas.

Outro ponto que a gente amou é que o transporte realmente funciona. As estações são limpas, bem sinalizadas e você se sente seguro. Só que existe uma regra de ouro: não confie no “achismo”, confie no Naver. A gente tentou improvisar uma vez e deu certo, mas deu certo com o custo de andar muito mais do que precisava.

Sobre o T-Money, além de ser simples, ele deixa tudo fluido. Você entra e sai sem ficar comprando bilhete toda hora. E sim, encostar na saída é essencial. Em alguns lugares a gente via turista passando direto e a gente pensava “isso vai dar ruim depois”, porque pode cobrar tarifa diferente. Melhor fazer certinho.

Como se comunicar na Coreia do Sul?

A comunicação é um pouco difícil em Seoul. Apesar de ser extremamente globalizado e com muitos turistas, em alguns lugares, as pessoas não falam inglês. Principalmente se você se aventurar em conhecer algum restaurante mais raiz, vai sentir mais dificuldade em entender ou pedir as coisas. Mas tudo se resolve na mímica, usando o Google Translate ou o ChatGPT.

O ChatGPT foi o nosso melhor amigo nessa viagem. Sim, porque com ele a gente tirava foto das placas e pedia para ele explicar o que era, quanto custava. Em restaurantes quando estávamos com dúvida no que pedir ele explicava o prato, se era apimentado ou não e se é realmente tradicional Coreano, essa sim é a melhor dica que podemos dar!

O ponto mais “engraçado” é que, em vários momentos, a gente percebeu que o desafio não era só traduzir palavras, era entender contexto. Tinha prato que o tradutor dizia uma coisa genérica e o ChatGPT ajudava a explicar como aquilo é servido, se vem para dividir, se vem com acompanhamentos, se é muito forte, se é picante de verdade ou “só temperado”. Isso evitou arrependimento culinário e também evitou aquele clássico de pedir algo super apimentado achando que seria suave.

E aqui vai uma percepção bem real: quando você entra em lugar raiz, o atendimento pode parecer “seco” para padrão brasileiro, mas não é grosseria. É só o jeito de ser objetivo. Quando a gente entendeu isso, ficou tudo mais leve. A educação aparece mais em atitudes do que em conversa.

Como pagar?

Durante a viagem toda nós usamos Wise e dinheiro em espécie. Eles não usam muito o cartão de crédito, para ser sincero, então a melhor alternativa que tivemos foi converter nossos reais para Wons Coreanos pelo aplicativo e por lá buscar um ATM para sacar em espécie e usar por lá. A Wise foi muito parceira nisso porque a gente conseguia fazer um PIX do nosso banco no Brasil para a conta da Wise e sacar por lá, então abastecer esse dinheiro foi moleza.

Se você ainda não tem Wise, abra sua conta aqui.

Outra alternativa também foi colocar saldo no T-Money e usar em algumas lojas e conveniências, que eles usam muito. Sim, o cartão de transporte pode ser usado como cartão de pagamento em alguns lugares. E se você não usar tudo, pode sacar o saldo remanascente em máquinas específicas para reembolso no aeroporto. Legal, né?

Agora a parte prática que a gente aprendeu no caminho.

Em alguns lugares, principalmente em máquinas, o cartão podia falhar do nada. Não era “o cartão não funciona na Coreia”, era aquele tipo de falha que acontece por leitor, por tipo de aproximação, por forma de passar. Por isso a nossa rotina virou: tentar chip, tentar tarja, tentar carteira digital. Parece exagero, mas salvou a gente mais de uma vez, especialmente em compra rápida de passagem, recarga e alguns caixas de loja.

Para quem não gosta de andar com muito dinheiro, a Coreia é segura, mas a gente ainda assim preferiu um equilíbrio. Um pouco em espécie para não passar perrengue e Wise para ir reabastecendo conforme necessário. E para reabastecer a Wise, o PIX foi o ponto de paz, porque aí a gente não precisava planejar “troca de moeda” com antecedência. A gente ia ajustando durante a viagem.

Quanto custa comer na Coreia?

Essa é uma das perguntas que a gente mais faz antes de viajar e que só entende de verdade quando chega: quanto custa comer em Seoul?

O que a gente sentiu é que dá para comer gastando pouco, gastando médio ou gastando muito, com muita facilidade. E isso depende mais do seu estilo do que da cidade em si. Seoul tem desde comida de conveniência muito boa até restaurantes de experiência, com carne premium e jantares que viram um evento.

Para ter referência prática, a gente usou três “categorias” na nossa cabeça.

Primeiro, comida rápida e simples. Conveniências como Seven Eleven e CU salvam, principalmente em dia corrido, frio e cansaço. Tem kimbap, lanches, bebidas, ramen, coisas prontas. Não é “comida de mercado” do jeito que a gente imagina no Brasil. Muitas coisas são realmente boas e quebram um galho com dignidade.

Segundo, restaurantes locais do dia a dia. Aqueles lugares sem frescura, que você entra e sai alimentado e feliz. Foi aí que a gente viveu experiências mais autênticas e também mais imprevisíveis, principalmente por causa da barreira do idioma e do nível de pimenta. Foi também onde a gente percebeu que muitos pratos são pensados para dividir e vêm com acompanhamentos.

Terceiro, experiências e bairros mais turísticos. Myeongdong, regiões de compras e ruas famosas tendem a ser um pouco mais caros e com mais armadilhas para turista. Não é regra, mas a chance de você pagar mais por “conveniência” é maior. Quando a gente queria economizar, a gente fazia o básico: andar algumas quadras para longe do miolo turístico e escolher um restaurante mais local.

Nesse vídeo abaixo nós colocamos tudo o que comemos com preços na Seven Eleven:

Experiências gastronômicas e tours de comida

Uma forma bem legal de conhecer a culinária sem cair em armadilhas é fazer um tour gastronômico. Em cidades como Seoul, isso ajuda muito a entender o que é tradicional, o que é adaptação para turista e o que vale o seu dinheiro.

Compras na Coreia do Sul

A gente AMOU fazer compras em Seoul. A moda lá é algo muito importante para eles e estão sempre muito antenados, então você encontra roupas e marcas internacionais por lá.

Com certeza a loja mais procurada ultimamente por lá é a Olive Young, uma loja de cosméticos. De verdade, ela está espalhada por Seoul toda e nós fomos na unidade de MeyeongDong. Sério, é muito grande, tem dois andares, e a gente se sente perdido de tantas opções. Além de ser dividida em setores: rosto, pele, maquiagem, produtos masculinos e subsetores, produtos só para olhos, só máscaras… enfim, para quem entende é um paraíso da beleza coreana. A dica é pesquisar antes de ir para não ficar perdido nas ofertas gigantescas que tem lá.

Além disso, nós fizemos compras no Lotte Outlet, que ficava em frente ao nosso outlet, comprando jaquetas da The North Face por 132.000 wons, que dá cerca de R$ 480,00.

E aqui vai uma percepção nossa: comprar em Seoul é gostoso porque você sente que a cidade é muito viva em tendência e em estética. Até quem não é “ligado em moda” acaba prestando atenção. O cuidado com aparência, a forma como as pessoas se vestem, a variedade de marcas e a organização das lojas deixam a experiência muito diferente.

No nosso caso, ficar perto da Seoul Station e ter Lotte Market e Lotte Outlet do lado foi quase uma “armadilha boa”. A gente entrava para comprar uma coisa simples e, quando via, já estava olhando tênis, casaco e pensando “por que isso aqui está tão mais barato do que a gente imaginava?”.

Perguntas rápidas sobre Seoul

Vale a pena viajar para Seoul?

Na nossa opinião, vale muito. A cidade surpreende no funcionamento, na estética, na comida e na mistura de tradição com modernidade. A única ressalva é ir preparado para o frio em março e para barreiras de idioma em lugares mais tradicionais.

Qual app usar no transporte público em Seoul?

Naver Map. O Google Maps não é confiável para transporte público na Coreia, então o Naver foi essencial para rotas eficientes.

Qual a melhor forma de pagar na Coreia do Sul?

Wise e dinheiro em espécie funcionaram muito bem para a gente. Cartão pode falhar em alguns locais e máquinas, então ter espécie ajuda a evitar perrengue.

Agora, se você quer nosso roteiro completo de 5 dias

Aqui a gente contou a experiência real, com as dicas que só aparecem vivendo a cidade. Para facilitar o seu planejamento, a gente organizou tudo em um outro artigo com o passo a passo do que fizemos em Seoul, bem certinho para você adaptar para o seu estilo.

Leia também: Roteiro completo de 5 dias em Seoul

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