Se você está aqui porque talvez seu Spitz Alemão está com Alopecia X. Pelo caindo, rareando no pescoço e nas costas, ou simplesmente parando de crescer depois da tosa. Respira, a gente passou exatamente por isso com o Fred, e sabe o quanto essa busca pode ser angustiante.
O Fred sempre foi aquele Spitz bem peludão, chamava atenção por onde passava. Daqueles que todo mundo para na rua pra perguntar o nome, a idade, se dá trabalho escovar. Até que, aos poucos, o pelo começou a mudar.
Primeiro ficou mais ralo no pescoço. Depois demorava a crescer onde tinha sido raspado. Em seguida, começou a cair de verdade. Em poucos meses, o Fred perdeu grande parte da pelagem do corpo e ficou praticamente só com pelo nas pernas e na cabeça.
No começo, a gente achou que podia ser algo pontual. Estresse. Tosa errada. Alguma reação. Mas conforme o tempo passava, ficava claro que não era só estética.
Foi aí que ouvimos pela primeira vez um nome que até então era totalmente desconhecido: Alopecia X em Spitz Alemão.
Neste post, a gente vai contar como descobrimos o diagnóstico do Fred, o que tentamos ao longo de quase 2 anos, o que não funcionou, e o que finalmente trouxe resultado, cerca de 90% da pelagem recuperada em 3 meses.
Aviso importante antes de continuar: A gente não é veterinário e este post não substitui acompanhamento profissional. O que compartilhamos aqui é a nossa experiência real com o Fred. Cada cachorro responde de um jeito diferente aos tratamentos. A ideia é acolher quem está passando por isso e ajudar quem está na fase de medo, dúvida e pesquisa, sempre reforçando: procure um veterinário de confiança.
Como descobrimos a Alopecia X no Fred: o começo de tudo
Tudo começou de forma meio inesperada. O Fred teve uma inflamação na glândula anal e precisou ir ao veterinário. Para tratar, foi necessário raspar a região com lâmina.
Até aí, nada fora do comum.
Mas depois de um tempo, começamos a notar que o pelo não estava crescendo como deveria. Primeiro ficou mais ralo no pescoço. Depois começou a cair. E a queda foi descendo.
Chegou um momento em que ele ficou praticamente só com pelo na cabeça e nas pernas.
Uma veterinária olhou e disse algo que a gente nunca tinha ouvido antes: “Pode ser Alopecia X. Procurem um especialista.”
O que é Alopecia X em Spitz Alemão

A Alopecia X em Spitz Alemão é uma condição que afeta principalmente essa raça, além de algumas outras raças nórdicas como o Lulu da Pomerânia.
Ela faz com que os pelos simplesmente parem de crescer, mesmo com a pele aparentemente saudável — sem feridas, sem coceira intensa e sem inflamação visível. Exatamente o que confundiu a gente no início.
O ponto mais difícil é que a Alopecia X ainda está em estudo. Não existe uma causa única comprovada. Existem hipóteses hormonais, genéticas e até relatos de que procedimentos como tosa com lâmina possam ser gatilhos em alguns cães — embora não haja consenso sobre isso na comunidade veterinária.
O diagnóstico é feito por exclusão: o veterinário precisa descartar outras causas (hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, alergias) antes de chegar à Alopecia X. Por isso, exames são indispensáveis.
Melatonina, microagulhamento e fotobioestimulação: o que tentamos e não funcionou
Depois do diagnóstico, começamos a tentar de tudo, sempre com acompanhamento veterinário.
Tentamos melatonina e um complexo de medicamentos manipulados. Em alguns cães isso funciona, mas com o Fred não segurou a queda.
Ouvimos falar do microagulhamento, mas o próprio veterinário não recomendou para o Fred. É um procedimento mais invasivo, então decidimos não seguir por esse caminho.
Tentamos também fotobioestimulação. Mais uma vez, ouvimos relatos positivos de outros tutores, mas o Fred não respondeu bem.
Nesse ponto, sendo bem honestos, a gente já estava bem desanimados. Quase dois anos tentando, sem resultado consistente.
O tratamento que finalmente funcionou com o Fred: Pet Skin e Duo Skin
Depois de cerca de 2 anos de tentativas, recebemos várias indicações da Spitz Starek(Dra. Nathália Starek, veterinária especializada em Spitz com foco em tratamentos naturais) e de um sérum chamado Pet Skin junto com o Duo Skin.
No começo, fomos com o pé atrás. Já tínhamos tentado tanta coisa. Como um sérum natural ia funcionar onde medicamentos não tinham funcionado?
Mas a quantidade de relatos positivos começou a chamar atenção. Inclusive, depois que postamos o vídeo falando do sérum, recebemos uma enxurrada de mensagens de outros tutores de Spitz contando que também tiveram resultados positivos.
Entramos em contato com a Dra. Nathália Starek para agendar uma consulta. Antes mesmo da consulta, ela passou a indicação: aplicar o Pet Skin e o Duo Skin duas vezes ao dia e espaçar bastante os banhos. Estávamos dando banhos semanais — ela recomendou diminuir muito essa frequência.
O diferencial, pelo que entendemos, está na fórmula natural, com ingredientes como lavanda, copaíba, jojoba e colágeno, que ajudam a hidratar, regenerar e fortalecer a pele e os fios.
E, pela primeira vez, vimos algo diferente acontecer.
Os pelos começaram a crescer novamente.
A recuperação do Fred em 3 meses: do carequinha ao pelo de volta
Em cerca de 3 meses, a diferença já era visível. Não foi de um dia para o outro, não foi milagre instantâneo. Mas foi constante e progressivo.
Comparado com quase 2 anos de tentativas sem resultado, 3 meses pareceu incrivelmente rápido.
Hoje, conseguimos ver o crescimento do pelo e estamos realmente animados com a evolução. Quem tem Spitz com Alopecia sabe o quanto é difícil ver o pelo sumindo e parecer que nada funciona.
Encontre aqui o Pet Skin e o Duo Skin.
Alimentação e suplementos que também fazem parte do cuidado
Além do sérum, o Fred hoje também:
- Usa diariamente o Ômega 3 da Organnact, que ajuda muito na saúde da pele e dos pelos.
- Come a ração N&D, indicada pela Dra. Nathália Starek. Intercalamos com a N&D White ou a N&D Ocean.
A alimentação interfere bastante na saúde da pele e do pelo, então isso também entrou como parte do cuidado diário.
Perguntas frequentes sobre Alopecia X em Spitz Alemão
Essas são as perguntas que mais recebemos de tutores de Spitz após publicarmos nossa experiência. Respondemos como tutores, com base no que vivemos e pesquisamos — sempre recomendando buscar um veterinário para o diagnóstico e acompanhamento do seu pet.
Segundo o que pesquisamos e vivemos com o Fred, a Alopecia X não tem cura definitiva comprovada. A condição ainda está em estudo e não existe um protocolo universal que funcione para todos os cães. O que existe são tratamentos que, em alguns casos, ajudam a estimular o crescimento do pelo. Com o Fred, depois de quase 2 anos tentando, encontramos uma abordagem que trouxe resultado visível em 3 meses. Mas cada cachorro responde de forma diferente, e o acompanhamento veterinário é indispensável.
Reverter completamente pode não ser a palavra certa, mas recuperação expressiva do pelo é possível em alguns casos. O Fred chegou a perder quase toda a pelagem do corpo e recuperou cerca de 90% em 3 meses. Não foi uma cura, foi uma resposta positiva ao tratamento. Existem relatos de outros tutores com resultados parecidos — e também de cães que não responderam. O mais importante é não desistir de investigar e buscar profissionais especializados.
No caso do Fred, os primeiros sinais foram: pelo ficando mais ralo no pescoço, depois demora para crescer em áreas tosadas, e em seguida queda progressiva descendo pelo corpo. O pelo some mas a pele fica aparentemente saudável, sem feridas ou vermelhidão intensa — essa é uma característica marcante da Alopecia X. O diagnóstico precisa ser feito por um veterinário, de preferência dermatologista veterinário, pois outras condições também causam queda de pelo.
Na nossa experiência com o Fred, banhos muito frequentes (estávamos dando semanalmente) pareciam não ajudar. A veterinária recomendou espaçar bastante. Além disso, há controvérsia sobre se a tosa com lâmina pode ser um gatilho — no caso do Fred, o problema começou após uma raspagem. Não somos veterinários e não podemos afirmar causalidade, mas vale discutir com o profissional que acompanha seu pet.
No Fred, não. Uma das coisas que mais confundia a gente era exatamente essa: a pele ficava aparentemente boa, sem coceira intensa, sem feridas visíveis. O pelo simplesmente parava de crescer e caía. Isso é bastante típico da Alopecia X, diferenciando de condições como alergias ou sarna, que geralmente causam desconforto visível. Mas sempre recomendamos confirmar com veterinário.
Do que acompanhamos com o Fred, a Alopecia X é considerada principalmente uma condição estética. Ele continuou ativo, comendo bem e sem sinais de dor. No entanto, a pelagem tem função de proteção térmica, então cuidados extras com sol e frio podem ser necessários. O impacto emocional no tutor também é real — saber que não é uma doença que compromete a saúde geral do cachorro ajuda muito a atravessar o processo.
Os principais sinais que observamos no Fred: pelo rareando progressivamente, geralmente começando pelo pescoço e costas; pelo que não cresce normalmente após tosa ou raspagem; ausência de coceira ou lesões visíveis na pele; pele aparentemente saudável nas áreas sem pelo; queda gradual e relativamente simétrica. O diagnóstico é de exclusão — o veterinário precisa descartar outras causas antes de confirmar Alopecia X.
Um aviso importante para quem está passando por isso
Os resultados não são garantidos.
Cada cachorro responde de uma forma. Assim como o Fred não respondeu bem à medicação oral ou à fotobioestimulação, existem relatos de cães que tiveram bons resultados com esses métodos.
Por isso, o mais importante é: procure um veterinário, estude o assunto e comece o acompanhamento o quanto antes.
A Alopecia X é frustrante, confunde e mexe com a gente emocionalmente. Mas você não está sozinho.
Por que decidimos contar essa história
Depois que publicamos o vídeo, recebemos dezenas de mensagens de pessoas passando exatamente pelo mesmo problema.
Se a história do Fred ajudar pelo menos uma pessoa a entender melhor, procurar ajuda mais cedo ou testar algo que possa funcionar, já valeu.
Se você quiser acompanhar a evolução do Fredinho, a gente vai continuar mostrando tudo nos stories.
E se seu Spitz está passando por isso: respira. Informação e acompanhamento fazem toda a diferença.












